Cantor e compositor pernambucano realiza apresentações na Zona da Mata Norte nos dias 10 e 11 de janeiro, além de ir para São José do Egito e Arcoverde, no Sertão do estado

O cantor, compositor e instrumentista pernambucano Olegário Lucena celebra a chegada do ano de 2026 já com atuações artístico-culturais, ao ar livre. Ele segue espalhando arte autoral nos espaços públicos, realizando apresentações nas feiras livres de municípios do interior de Pernambuco. Neste mês de janeiro, a partir da criação “O que é isso Mainha?”, o artista faz mais quatro intervenções musicais, dessa vez na Zona da Mata Norte e no Sertão do estado.
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Na Mata Norte, se apresenta em Goiana, no dia 10/01 (sábado), no Complexo Comercial (bairro: Jardim Novo Mundo), e em Tracunhaém, no dia 11 (domingo), na feira livre. Os encontros começam às 9h, com a presença também do artista e musicista João Paulo Rosa, que é natural de Nazaré da Mata. Já no Sertão, também às 9h, chega a São José do Egito, no dia 17/01 (sábado), na feira livre, e a Arcoverde, no dia 18/01 (domingo), na Feira do São Cristóvão (Pátio Lídio Cordeiro) trazendo como convidado o artista e musicista Neguinho Arcoverde.
As apresentações têm o recurso da acessibilidade comunicacional de interpretação em Libras para a comunidade surda. “O que é isso Mainha?” é fruto do incentivo público, com o financiamento do edital Funcultura (Fundo de Incentivo à Cultura de Pernambuco), por meio do Governo de Pernambuco, Fundarpe e Secretaria de Cultura (Secult-PE).
“Inspiradas em uma lembrança de infância na feira de Santa Cruz do Capibaribe (Agreste de Pernambuco), as intervenções musicais por espaços públicos valorizam a cultura popular e artistas de rua. A criação do nome ‘O que é isso Mainha?” veio de uma pergunta que fiz aos seis anos de idade à minha mãe, ao ver violeiros na feira livre. A ideia tem relação com o resgate da memória afetiva, unindo música, poesia e ancestralidade”, declara Olegário Lucena, cria de Santa Cruz do Capibaribe e natural de Taquaritinga do Norte (Agreste).

Vale destacar que, de maneira independente, Olegário Lucena toca nas ruas, feiras, praças e terminais há mais de dez anos, reunindo vivências em diversas localidades do interior do estado. Nos espaços públicos, compartilha sua carreira autoral solo.
“É necessário fortalecer a cultura local e apoiar artistas de rua, sobretudo do interior pernambucano. Essas apresentações artístico-culturais também são momentos musicais que proporcionam variações e performances ao vivo, ao mesmo tempo com identidade própria de cada artista, o que cria uma identificação e possibilidade de aproximação com o público que por lá caminha, ali na hora”, acrescenta.
A circulação pelas feiras públicas começou por municípios do Agreste ainda em outubro de 2025, estreando em Caruaru (04/10), com apresentação na Feira de Artesanato do Parque 18 de Maio (bairro: Petrópolis). As intervenções seguintes ocorreram em Santa Cruz do Capibaribe (5/10), na Central de Feiras e Mercados (Ceascc – bairro: São Cristóvão), e na Feira do Heliópolis, em Garanhuns (18/10), bairro Heliópolis. Na ocasião, Ana Paula Marinho, em Caruaru, Zeh Lucas, em Santa Cruz do Capibaribe, e Kleiton Robert, em Garanhuns, foram presenças especiais como artistas e musicistas da região contemplada.
“O que é isso Mainha” contribui para a divulgação da arte de rua, além de ser importante para ampliar o elenco de musicistas das feiras livres, revelando novas pessoas que tocam, cantam e performan para o cenário musical. Ainda por cima, estimula a juventude a entender e reconhecer que a música é uma profissão, logo esse incentivo é político, social e educativo.
“São paralelos, conexões e influências que destacam e fortalecem artistas de rua. E isso se multiplica por ser nas feiras livres, que é um espaço de encontro de pessoas de todas as raças e gêneros. A gente considera que é um portal de referência e de mostra artística, com acesso livre, de circulação social e de visibilidade. É uma afirmação da ideia do pertencimento local sobre os espaços públicos e a necessidade da sua valorização, do seu cuidado e da sua ocupação de território. Estamos valorizando e trazendo ritmos de base da cultura popular e ancestralidade em forma de música para a memória coletiva”, pontua.
Em cada macrorregião, uma produção local está à frente da articulação da pauta, incentivando assim profissionais do território, além de proporcionar um diálogo entre as pessoas envolvidas direta e indiretamente. A equipe técnica é composta por Osvaldo Batista (produção executiva); Paulo Lira (fotografia e audiovisual); Sérgio Almeida (designer); Daniel Lima (assessoria de imprensa); Manu Oliveira, Emerson Oliveira e Mecinho ( interpretação em Libras); Jussara Maria (auxiliar executiva); e pela Associação da Cultura Regional Nordestina (coordenação).
Produção audiovisual
Como registro da memória é previsto o lançamento do documentário “A Rua é um Palco”, com produção realizada durante os encontros nas cidades. A sua continuidade é um objetivo enquanto criação autoral, que consequentemente aquece as mídias digitais. Além disso, o audiovisual traz interpretação em Libras.
Confira as datas e os locais
10 de janeiro de 2026 (sábado): Goiana – Complexo Comercial
Participação: João Paulo Rosa
11/01 (domingo): Tracunhaém – Feira Livre
Participação: João Paulo Rosa
17/01 (sábado): São José do Egito – Feira Livre
Participação: Neguinho Arcoverde
18/01 (domingo): Arcoverde – Feira do São Cristóvão (Pátio Lídio Cordeiro)
Participação: Neguinho Arcoverde
Todas as apresentações começam às 9h
“O que é isso Mainha?” – ficha técnica
Criação e musicista: Olegário Lucena
Produção executiva: Osvaldo Batista
Coordenação: Associação da Cultura Regional Nordestina
Fotografia e audiovisual: Paulo Lira
Designer: Sergio Almeida
Assessoria de imprensa: Daniel Lima
Auxiliar executiva: Jussara Maria
Acessibilidade comunicacional (interpretação em Libras): Manu Oliveira, Emerson Oliveira e Mecinho
Artistas e musicistas (participação): Ana Paula Marinho (Caruaru), Zeh Lucas (Santa Cruz do Capibaribe), Kleiton Robert (Garanhuns), João Paulo Rosa (Goiana e Tracunhaém) e Neguinho Arcoverde (São José do Egito e Arcoverde)
Locais das apresentações: Parque 18 de Maio (Feira de Artesanato, em Caruaru), Central de Feiras e Mercados (Ceascc, em Santa Cruz do Capibaribe), Feira do Heliópolis (Garanhuns), Complexo Comercial (Goiana), Feira Livre de Tracunhaém, Feira Livre de São José do Egito e Feira do São Cristóvão (Pátio Lídio Cordeiro, em Arcoverde)
Incentivo público: financiamento do edital Funcultura (Fundo de Incentivo à Cultura de Pernambuco), por meio do Governo de Pernambuco, Fundarpe e Secretaria de Cultura (Secult-PE).

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